"A história da borboleta recém-nascida"
Era uma vez uma borboleta recém-nascida que saiu de um buraco num muro. Tinha umas asas de cores maravilhosas, mas não começou a voar... ficou pousada no muro. As outras borboletas passaram ao seu lado a voar. O vento levava-as e colhiam néctar das flores, mas a borboleta recém-nascida tinha medo de voar. As abelhas zoavam perto dela, os mosquitos dançavam à sua volta e o zangão passava a zumbir sobre a sua cabeça, mas a borboleta recém-nascida continuava com medo de voar. As suas asas começaram a tremer, esticou as antenas e fincou as patas no muro. Então o vento soprou e levou a bela borboleta pelo ar. A borboleta teve de voar e agora só queria voar. Era tão bonito!
[Wölfel, U. 2006. 27 histórias para comer a sopa, kalandraka, Lisboa (p.27)]
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1 comentário:
Então não é que vi uma coisa assim, lá para os lados de Sintra? Era uma borboleta que estava enfiada num sítio azul, de um azul berrante, que faz ferir os olhos. Chegou a fazer chorar os olhos dessa borboleta, o sacana do sítio. Mas um dia essa borboleta espreitou para fora desse azul. Em boa-hora, pois veio um vento amigo que a levou. Agora está em Évora a fazer um blog.
Nesta estória, falta dizer que essa borboleta é minha amiga e deixou saudades. Mas são saudades boas, porque eu sei que essa borboleta voou para bons caminhos.
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